
"Quando me encontrarem será tarde, para qualquer outro desfecho diferente deste, em que o luar se esbate sobre as laminas ensanguentadas em cima da minha cama."
Abril de 2008 em quarto 210

"Há corações no chão do meu quarto, caídos em outras noites, bem mais escuras e frias que esta, em que as manhas tardaram a surgir, deixando assim o monstro acordado tempo de mais."
julho de 2008 em choveu
quarto, chuva, silencio, noite

"Continuo a queimar histórias de amor para iluminar os meus serões, também por uma questão de arrumação… Sentado faço a minha higiene emocional, como se depilasse o coração duas vezes por mês."
outubro de 2007 em choveu

skin por Headlight Productions.
imagens de Shagagraf
Todos os textos são de minha autoria, se os utilizar, por favor faça referencia ao autor dos mesmos e ao blog.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Consideração a mim mesmo.
Antes de voltar a escrever... uma consideração a mim mesmo.
Apago frases atrás de frases, apago parágrafos inteiros... sentimentos de autenticidade duvidosa que a censura do meu ego extermina no premir de uma tecla. Refugio-me em reticencias, quais gritos mudos abafados pelo medo de cair no ridículo... pelo medo de cair.
Do fundo da letargia, surge agora uma nova vontade de pegar nos destroços e voltar a erguer nova torre no local onde outras outrora foram erguidas...
Para tal, será necessário invocar a besta doentia que baila por entre as sombras mais negras da noite, aquele delicado e sádico ser que procura o cheiro do sangue onde se irá banhar.
Para tal será necessária a libertação do louco depravado que se masturba para cima das flores que oferece, infame desajustado que sonha perverter as mais inocentes e castas almas.
Para tal será necessário ressuscitar o poeta melancólico que apenas acredita no amor quando sente a dor que tal sentimento gera, o poeta que apenas lava a cara com o seu pranto.
É gente a mais penso eu... talvez noutro dia ... noutra noite
Apago frases atrás de frases, apago parágrafos inteiros... sentimentos de autenticidade duvidosa que a censura do meu ego extermina no premir de uma tecla. Refugio-me em reticencias, quais gritos mudos abafados pelo medo de cair no ridículo... pelo medo de cair.
Do fundo da letargia, surge agora uma nova vontade de pegar nos destroços e voltar a erguer nova torre no local onde outras outrora foram erguidas...
Para tal, será necessário invocar a besta doentia que baila por entre as sombras mais negras da noite, aquele delicado e sádico ser que procura o cheiro do sangue onde se irá banhar.
Para tal será necessária a libertação do louco depravado que se masturba para cima das flores que oferece, infame desajustado que sonha perverter as mais inocentes e castas almas.
Para tal será necessário ressuscitar o poeta melancólico que apenas acredita no amor quando sente a dor que tal sentimento gera, o poeta que apenas lava a cara com o seu pranto.
É gente a mais penso eu... talvez noutro dia ... noutra noite