
"Quando me encontrarem será tarde, para qualquer outro desfecho diferente deste, em que o luar se esbate sobre as laminas ensanguentadas em cima da minha cama."
Abril de 2008 em quarto 210

"Há corações no chão do meu quarto, caídos em outras noites, bem mais escuras e frias que esta, em que as manhas tardaram a surgir, deixando assim o monstro acordado tempo de mais."
julho de 2008 em choveu
quarto, chuva, silencio, noite

"Continuo a queimar histórias de amor para iluminar os meus serões, também por uma questão de arrumação… Sentado faço a minha higiene emocional, como se depilasse o coração duas vezes por mês."
outubro de 2007 em choveu

skin por Headlight Productions.
imagens de Shagagraf
Todos os textos são de minha autoria, se os utilizar, por favor faça referencia ao autor dos mesmos e ao blog.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
palavras começadas por D

Acordo sem coragem para olhar a depressão no espelho... afogo-me nos lençóis até perder novamente os sentidos. Não quero acordar. Não quero esforçar-me para me manter de pé... não quero sorrir... Não.
As horas passam enquanto fito o tecto que insiste em não cair e esmagar-me os sonhos... o sangue corre lento pelas veias... o ar entra e sai como se eu não tivesse morrido ontem.
Deixa o tempo passar que ele cura as feridas, dizeis vós... E o vazio? O vazio que aumenta a cada vez que inspiro, a cada vez que sonho, a cada vez ...
... a cada vez que Morro!
Parou de chover...
Resta o vento a dançar com as árvores semi-nuas que escondem o meu rosto no vidro da janela. Com os olhos ainda inchados digo bom dia á dor, pergunto-lhe se dormiu bem no meu peito, se não teve frio naquele enorme vazio.
O sol não tardará a nascer, um novo dia, uma nova ilusão que corrompe mente e corpo... que liberta o monstro em mim...
As horas passam enquanto fito o tecto que insiste em não cair e esmagar-me os sonhos... o sangue corre lento pelas veias... o ar entra e sai como se eu não tivesse morrido ontem.
Deixa o tempo passar que ele cura as feridas, dizeis vós... E o vazio? O vazio que aumenta a cada vez que inspiro, a cada vez que sonho, a cada vez ...
... a cada vez que Morro!
Parou de chover...
Resta o vento a dançar com as árvores semi-nuas que escondem o meu rosto no vidro da janela. Com os olhos ainda inchados digo bom dia á dor, pergunto-lhe se dormiu bem no meu peito, se não teve frio naquele enorme vazio.
O sol não tardará a nascer, um novo dia, uma nova ilusão que corrompe mente e corpo... que liberta o monstro em mim...
, a
uma linguagem que prende,fluxo leve e doce ,mas de um sentido tão frio não gostaria que meu filho escrevesse assim amargo com se cada dia fosse o carregar e o despojar de uma mortalha,sem sorriso sem beleza, escreve redondo num fluir que prende e que doi imensamente não queria ter um filho tão triste e tão namorador da morte, tão aprisionado no seu triste goismo de só se enxergar dentro ou fora de seus monstros...triste