
"Quando me encontrarem será tarde, para qualquer outro desfecho diferente deste, em que o luar se esbate sobre as laminas ensanguentadas em cima da minha cama."
Abril de 2008 em quarto 210
"Há corações no chão do meu quarto, caídos em outras noites, bem mais escuras e frias que esta, em que as manhas tardaram a surgir, deixando assim o monstro acordado tempo de mais."
julho de 2008 em choveu
quarto, chuva, silencio, noite
"Continuo a queimar histórias de amor para iluminar os meus serões, também por uma questão de arrumação… Sentado faço a minha higiene emocional, como se depilasse o coração duas vezes por mês."
outubro de 2007 em choveu

skin por Headlight Productions.
imagens de Shagagraf
Todos os textos são de minha autoria, se os utilizar, por favor faça referencia ao autor dos mesmos e ao blog.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
hora da solidão

Julgava morto o tempo, pois a ultima vez que olhei o relógio os ponteiros permaneciam imóveis e teimosos, adiando a hora em que a solidão chega e me rasga o peito.
Aterro com os dentes no soalho do quarto, onde flutuei durante semanas, meses... Sinto finalmente a dor da qual me julgava alheio. Lágrimas, que por não terem remetente foram arquivadas nos meus olhos cansados, escorrem agora em direcção ao meu colo...
Invadido pela melancolia, permaneço ajoelhado, de costas para a porta, fitando o escuro que se reflecte no espelho, fitando o escuro que me habita.
É mais negra a tinta da caneta que escreve estas palavras, é mais fundo o sulco das letras no papel... é esta a escrita de angustia que me persegue desde o dia em que mergulhei no silencio.
Seria mais fácil com alguém junto a mim, mas eu já não sei não estar sozinho...
Aterro com os dentes no soalho do quarto, onde flutuei durante semanas, meses... Sinto finalmente a dor da qual me julgava alheio. Lágrimas, que por não terem remetente foram arquivadas nos meus olhos cansados, escorrem agora em direcção ao meu colo...
Invadido pela melancolia, permaneço ajoelhado, de costas para a porta, fitando o escuro que se reflecte no espelho, fitando o escuro que me habita.
É mais negra a tinta da caneta que escreve estas palavras, é mais fundo o sulco das letras no papel... é esta a escrita de angustia que me persegue desde o dia em que mergulhei no silencio.
Seria mais fácil com alguém junto a mim, mas eu já não sei não estar sozinho...

