quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Feliz natal senhor Sakamoto

Todas aquelas frases que te queria dizer, perderam o som e a cor ao tocarem os meus lábios, desejei sair de mim naquele instante, abandonar a metafisica carnal que me une aos ossos e escorrer pelo imaginário mundo, que não é meu nem de ninguém, até chegar novamente o dia da minha morte.

Mas o sol que é fatal e impiedoso voltou uma e outra vez, e quando olhei de novo o espelho tinha envelhecido, era agora um homem acabado com mais anos do que eu alguma vez sonhara viver.

O final não me parecia tão justo como aquele que outrora um poeta o tinha descrito.


1 Comentários

por Anonymous Mafalda G., a 27 de agosto de 2009 às 11:12  


sobrará ao mundo um final mais justo? a vida é fatal e impiedosa. porra,


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