quarta-feira, 20 de maio de 2009

nisto, nada se sucede

Monocromático sentir que se esgueira por entre os comprimidos para dormir. O silencio ensurdecedor do meu vazio é o motivo para o demorar do sono, preso dentro de mim, ecoa de forma violenta danificando o que resta das memórias agradáveis que esperam ser gravadas na memória.

Nisto, nada se sucede, e mais lentos segundos se evaporam, e mais bicadas os sedentos abutres dão na carcaça do meu amor por ti. Pesam-me os olhos, que simulam a cegueira para não mais ter de olhar o meu reflexo no espelho, pois o semblante vazio que agora habita em mim, não faz jus ao homem que fui naquele dia.

Somem-se os parágrafos escritos a tinta da china no meu peito, nos sulcos da carne palavras adquirem novos significados adulterados pelo sangue.



1 Comentários


Podíamos ter nascido do mesmo ventre Chinquinhas, ou melhor, do mesmo cérebro!
Eu juro que vou abrir um daqueles grupos de fãs onde vamos ter bonés Chino, porta-chaves, pins e bordados em crochet!
Tu sabes...


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